Entrevista com o V.M. Samael Aun Weor e com o Ator Mario Moreno (Cantinflas)
Mario Moreno:
Neste congresso, pois, foi falado e expressado claramente que o que se possa fazer nessa linha deve ser feito e em tudo o que possa ser feito, pois, aí estamos...
Diário: Ainda que seja a 26,50 o dólar?
Mario Moreno:
Bom, mas já é outra Antropologia a do dólar.
Diário do México: Antropologia do dólar... (Risos...)
Diário: Dom Mario Moreno, para o Diário do México. Foi dito no Congresso que o senhor é uma pessoa que ensina através do riso e através de uma filosofia, que é divertindo as pessoas. Qual é sua opinião a respeito dessas palavras?
Mario Moreno:
Parece que é um conceito verdadeiro e real. Não só é real, mas que foi a minha finalidade. Eu me realizo na tela, sempre levando uma mensagem. Sempre, creio eu, que a finalidade de um ator em sua profissão é cumprir com um dever que tem, que é o de usar essa tela para sempre conseguir algo construtivo. Meus filmes sempre levaram, sempre, uma mensagem humana mais que tudo, e continuarei fazendo isso.
Diário: De que forma o senhor participa, diretamente, da Antropologia Gnóstica?
Mario Moreno:
Bom, estamos participando neste Congresso, primeiramente, podendo cumprimentar todos os membros e todas as pessoas que estão envolvidas neste maravilhoso Congresso que tivemos...
Diário: Dom Mario Moreno, queria lhe fazer uma pergunta: Seu humor, em seus últimos filmes, mudou muitíssimo... Considera que é devido ao seu maior grau de maturidade?
Mario Moreno:
Bom, não creio eu... É devido a que o mundo também mudou e há que caminhar com o mundo. Quero dizer que meu humor não mudará nunca, mas o humor do mundo sim, e há que adaptar-se ao mundo.
Diário: Dom Mario: O senhor deve ter um grande conhecimento, visto que os seus últimos filmes foram altamente revolucionários, em desacordo com a crise que padece a humanidade neste momento, e o senhor trata, pois, de pôr estas críticas com humor, que são em nível de planeta Terra, não em nível de nenhum país em particular. A que se deve sua profundidade e seus conhecimentos nesta matéria e por que o faz?
Mario Moreno:
Bom, primeiramente, porque creio que minha linha de trabalho..., em minha linha de trabalho, o que sempre fiz foi um dever. E o faço também porque estou na realidade do mundo em que vivemos, e ainda que minha linha no cinema seja o humor, e continuará sendo, tenho que fazer críticas construtivas de tudo o que a realidade me ensina. De maneira que, por isso, você verá essa mudança nos últimos filmes, em que faço e critico coisas com certo humor, e como disse o Mestre, creio eu, sempre digo algo fazendo com que as pessoas riam. Isso é em resposta a sua pergunta, creio eu.
Diário: Senhor, independentemente desta organização de Antropologia Gnóstica, o senhor sente simpatia por outras sociedades filosóficas similares?
Mario Moreno:
Eu sinto simpatia, sinto respeito e sinto carinho por toda organização, por todo grupo, por toda associação que se preocupe com o ser humano, que se preocupe com seus semelhantes. Eu creio que se houvessem muitos agrupamentos e muitos congressos desta índole poderíamos pensar que pode existir um mundo melhor para nós e para os nossos filhos.
Diário: Dom Mario, o senhor deu à humanidade alegria. O que lhe pede em troca?
Mario Moreno:
Eu, à humanidade não peço mais do que me deu, que é o afeto e o carinho que dela recebi, e penso, que gostaria de lhe dar ainda mais, porque oxalá eu possa morrer dando e não pedindo.
Diário: Qual é sua opinião, concretamente, sobre a crise que o México está vivendo, com o dólar e com... o... Mercado Internacional? Uma crítica construtiva como o senhor sempre fez.
Mario Moreno:
Isso já é outra coisa, companheiro. E o mundo atravessa situações muito especiais e em qualquer outra ocasião falamos do dólar e seus derivados. [Risos].
Diário: Eu queria, senhores jornalistas, perguntar ao Mestre Samael Aun Weor qual foi a razão pela qual convidou, como personagem central deste Congresso Internacional, Dom Mario Moreno.
Mestre Samael:
Pois o motivo básico, fundamental, pelo qual convidamos este insigne “apóstolo da humanidade” foi precisamente o da afinidade espiritual, psicológica. Dom Mario, na realidade e de verdade, trabalhou de forma intensiva por todos os seres humanos, sem diferença de raças, sexo, casta ou cor. Ensinou didaticamente. Se vocês prestarem atenção no aspecto psicológico de suas obras poderão evidenciar, por si mesmos, esse humanismo tão profundo que possui e essa capacidade de penetração nos diferentes recônditos da mente humana. Tudo isto faz com que nos regozijemos com sua presença.
Diário: O senhor considera que a participação de Dom Mario seria, digamos, uma aproximação da Associação Gnóstica com o povo? O senhor disse que seu labor foi bastante didático, ou seja, de que forma provocaria essa aproximação?
Mestre Samael:
Não há nada mais poderoso que a força do amor. Se uma pessoa compreende as obras deste insigne apóstolo, se medita por si nelas, inquestionavelmente sente, em seu interior, isso que se chama “amor”, e só o amor pode aproximar-nos uns aos outros.
Diário: Mestre, a Associação que o senhor preside tão dignamente realizou algumas investigações antropológicas, não reveladas até o momento, no México e no mundo?
Mestre Samael:
Certamente e em nome da verdade, diremos que nossa Associação penetrou no sentido íntimo de muitos códices, pirâmides, peças arqueológicas e pré-história em geral. Aprofundamos, diríamos, no incógnito, nisso que as pessoas desconhecem, nisso que se esconde, diríamos, no coração dos povos antigos.
Diário: Foi dito que há um vértice ou um triângulo que tem muito significado esotérico. Um ponto, um vértice está no Egito, um no México e um no Peru. Vocês estudaram algo sobre isso?
Mestre Samael:
Certamente, hei de dizer a vocês que o Triângulo das Bahamas e mais esses outros dois citados, pois, por você, na realidade e de verdade contêm incógnitas que a ciência atual desconhece.
Nós não negamos a Quarta Vertical, tampouco a negou o sábio Einstein, e matematicamente a demonstrou na Teoria da Relatividade. Inquestionavelmente, existem espécies de vórtices que tendo seu fundamento no Mundo Tridimensional de Euclides sempre nos levam a essa quarta coordenada.
Diário: Venerável Mestre, o senhor tem em suas mãos uma das revistas mais revolucionárias que pudemos observar neste Congresso, que se chama “Gnose” (Rebeldia Psicológica, Sexologia Transcendental e Filosofia), e vemos na página principal um dos aspectos mais tradicionais da República Mexicana que é o Calendário Asteca. O que poderia dizer à imprensa local com relação a isto?
Mestre Samael:
É interessantíssima esta figura do Calendário Asteca nesta maravilhosa revista. Obviamente, ali existe muitíssima tradição. Estes quadrantes, por exemplo, são de importância extraordinária: Dizem as tradições antigas que “os Filhos do Primeiro Sol foram devorados pelos Tigres”. Não se entenda isso de forma meramente literal. Só se quer afirmar, de forma enfática, que foram pessoas absorvidas pela Sabedoria.
O Calendário Asteca assegura também, de forma enfática, através de sua simbologia, que “os Filhos do Segundo Sol foram arrasados por fortes furacões”. Refere-se à Segunda Raça. Se a Primeira foi devorada pelos Tigres (que é a Sabedoria), a Segunda, inquestionavelmente, foi arrasada por fortes furacões.
O Calendário Asteca afirma também que “os Filhos do Terceiro Sol pereceram pelo Sol de Chuva de Fogo e grandes terremotos”. Isto se refere, de forma concreta, ao Continente Lemúrico. Tal continente existiu há muitos milhões de anos no Oceano Pacífico. Temos restos desse continente na Oceania, Austrália e Ilhas adjacentes. Inquestionavelmente, os Filhos do Terceiro Sol pereceram, realmente (como diz a tradição, através do Calendário), pelo Sol de Chuva de Fogo e grandes terremotos, isto é, por muitos vulcões em erupção.
Quanto aos Filhos do Quarto Sol (representados pelo Quarto Quadrante do nosso Calendário Asteca), bem sabemos que foram arrasados pelas águas, que pereceram afogados.
Dizem as tradições astecas que “os Filhos do Quarto Sol se converteram em peixes”. É uma alusão, pois, ao Grande Dilúvio Universal. Não há dúvida de que houve uma revolução dos eixos da Terra, que foi deveras espantosa, e que os Filhos do Quarto Sol, os atlantes com sua poderosa civilização, foram inundados pelas águas: Os Pólos se converteram em Equador, o Equador converteu-se em Pólos.
Quanto aos Filhos do Quinto Sol, obviamente “pereceremos pelo fogo e pelos terremotos”. Assim disseram os astecas.
O Calendário, em geral, é uma Pedra maravilhosa fundamentada no número 13. É uma Pedra Cósmica. Estudar esta obra não é questão de “às pressas”. Estudar esta obra implica muitos anos de esforços e acima de tudo em ser um grande matemático.
Diário: Para quando o Calendário Asteca prediz o fim do mundo, Mestre? Mestre Samael:
O Calendário Asteca nos diz, concretamente, que “os Filhos do Quinto Sol perecerão pelo fogo e pelos terremotos”. Todos nós, os habitantes da Terra (os “Ários”, como fomos chamados), pereceremos pelo fogo e pelos terremotos. Assim está escrito pelos Náhuatls. Espero que vocês reflitam sobre isso.
Diário: Senhor, eu queria saber um pouco como nasceu estes estudos ou esta Sociedade de Antropologia Gnóstica, e como o senhor chegou a ser seu Mestre..., ou seu Presidente.
Mestre Samael:
É assim! Certamente que a inquietude pôde muito. Alguns de nós se preocupam pelo estudo das peças arqueológicas. Investigamos profundamente muitos códices, analisamos a Sabedoria das antigas civilizações, fizemos estudos comparativos entre México, Egito, Índia, Tibete, os gregos, etc., etc. e, pouco a pouco, graças ao conhecimento, diríamos, da Sabedoria Antiga, pudemos ir decifrando códices e velhos manuscritos. A inquietude que tive, pois, foi suficiente para que, com alguns amigos, nos associássemos para estudar. Bem rápido fizemos uma organização, efetuamos o nosso Registro Jurídico e nos dedicamos por completo à investigação.
Compartilhamos estes conhecimentos a partir do México com todos os irmãos da América Central, América do Sul, etc., etc., etc. A todas as partes chegam nossos ensinamentos. Do México estamos dirigindo esta corrente, todos nós somos mexicanos.
Diário: Vocês têm contato com as Escolas Orientais Tradicionais que existem no mundo? Esses estudos destas escolas lhes serviram para esta filosofia?
Mestre Samael:
Investigamos nas fontes da China, nas obras sânscritas da Índia, nos velhos manuscritos tibetanos, etc., etc., etc., e chegamos à conclusão de que a sabedoria universal é sempre a mesma, só mudam seus distintos aspectos de acordo com os povos, nações e línguas.
Diário: Senhor, qual o senhor considera a maior contribuição da Civilização Asteca para o mundo?
Mestre Samael:
Pois eu creio que a maior contribuição, diríamos, da Civilização Asteca ou Náhuatl à humanidade é a “Sabedoria da Serpente”. Pois bem sabemos que a cultura dos nossos antepassados de Anáhuac foi eminentemente serpentina. Infelizmente, a Sabedoria da Serpente não é muito conhecida pelas pessoas desta época, mas nós a estamos divulgando. Nós a extraímos dos códices antigos.
Diário: A que o senhor atribui que esta corrente tenha florescido com maior força aqui na América?
Mestre Samael:
Está claro que na América existe mais inquietude espiritual que na Europa, por exemplo. Aqui existem certos anelos incógnitos. Creio, precisamente, que devido, pois, à nossa origem, diríamos, mexicana, ou inca, etc., pois, ainda levamos em nossas veias esse “intimismo”, diríamos, da Filosofia Arcaica. Sentimos ânsias de saber algo. Preocupamo-nos mais pelas coisas do Espírito que pela questão meramente física ou material.
Diário: Por outro lado, qual seria o método, digamos, que o senhor considera necessário seguir para essa mudança que vocês esperam do Homem Máquina ao Homem Completo?
Mestre Samael:
Bom, temos toda uma Filosofia, temos Ciência, temos Mística e também temos Arte, que pode orientar as mentes humanas, pois, para a Transformação Radical. O importante seria estudar, pois, toda nossa sabedoria, a fim de que a humanidade se beneficie.
Diário: O que o senhor pode nos dizer sobre o saque de várias peças arqueológicas que marcam a antropologia do que é o sistema náhuatl de nossa grande terra?
Mestre Samael:
Bom, sem dúvida alguma que, a princípio, muitas pessoas vindas, pois, de alguns outros países não tiveram inconveniente algum em fazer tais saques. Felizmente, nosso Governo Mexicano já remediou estas questões. Também recuperamos algumas peças maravilhosas em territórios estrangeiros.
Diário: Creio que haviam dito que..., ou melhor, não foi dito, mas que é certo, que a Ciência Náhuatl era mais avançada inclusive que a dos gregos e que a do Peru, mais que a dos Maias. De que forma o senhor pode nos adiantar algo sobre aquelas profecias que faziam os Náhuatl sobre o futuro do mundo?
Mestre Samael:
É claro que a Ciência dos Náhuatl, do ponto de vista, diríamos, psicológico, reveste formas extraordinárias que bem podem ser comparadas com a Cultura Grega e com as formas sapientes do Egito, Índia e Pérsia. De modo algum pretendemos que nossa cultura seja inferior a outros povos, nações e línguas. Tampouco estamos nos vangloriando no sentido de crer que somos a última palavra.
Diário: Senhor, o que pensa o Movimento Gnóstico sobre os grandes Profetas da humanidade: Maomé, Confúcio, etc.?
Mestre Samael:
Sempre pensamos que existe uma religiosidade, diríamos, de tipo cósmico, que assume diferentes formas ou figuras de acordo com os tempos e os lugares. Em nome da verdade, sempre pensamos também que as religiões antigas continham dentro de seus versículos sagrados Sapiência, que atualmente as pessoas desconhecem... Estamos absolutamente seguros de que entre os versículos do “Alcorão”, ou do “Bhagavad-Gita”, ou do “Chilam Balam” de Chumayel, ou do “Livro dos Mortos” egípcio, etc., se escondem sempre as mesmas verdades cósmicas da Religião Universal ou Cósmica, em geral.
Diário: Sobre os Sábios de Sião?
Mestre Samael:
Não quero me meter nas questões relacionadas com os Sábios de Sião, nem nada ao estilo. Mas, sim, penso que todos os povos têm tradições cheias de sabedoria, ciência, mística e arte.
Diário: Só uma pergunta. O senhor mencionou, há pouco, ou deu a entender quando lhe fizeram uma pergunta sobre: “Em que época poderia terminar o planeta, ou seja, sobre o final do Planeta Terra.” Na língua Náhuatl se predizia em que Ano Luz, ou em que Ano Coelho, ou em que ano se veria o final... ...do Planeta Terra?
Mestre Samael:
Todas as religiões antigas nos falam de “grandes catástrofes” que hão de acontecer. Não há dúvida de que no passado também houve tremendos cataclismos geológicos (isto a ciência também não ignora). Pensamos que em um futuro pode haver uma série de catástrofes tremendas, que originarão transformações geológicas de base e fundo, diríamos, em toda a estrutura geológica do nosso mundo.
Não nos propusemos a fixar datas, porque considero que isto corresponderia a matemáticas transfinitas, que estão além da nossa capacidade intelectual.
Diário: ...(perda de áudio)... Sendo na língua náhuatl, no ano 2001.
Mestre Samael:
Bom, não só na Língua Náhuatl em 2001, mas também no Egito dos Faraós. Se investigarmos cuidadosamente a Grande Pirâmide, veremos que esta “cala”, precisamente, no ano 2001. Isto fez muitos antropólogos crerem que é possível que antes do ano 2001 chegue a Catástrofe Final. No entanto, não estamos pensando ao estilo medieval em uma espécie de “fim do mundo”. Cremos, seriamente, que se trata de transformações geológicas.
Sem dúvida alguma, as transformações geológicas estão demonstradas. A Geologia fez profundas investigações neste campo.
Diário: Senhor, da minha parte, uma última pergunta: Diante da atual crise de valores humanos, sobretudo, o que recomenda o Movimento Gnóstico à humanidade?
Mestre Samael:
Diante da atual crise de valores humanos, nossa Associação Gnóstica de Estudos Antropológicos e Culturais recomenda a dissolução do Ego animal. É necessário nos autoexplorarmos psicologicamente para nos autoconhecermos. Só dissolvendo o Ego torna-se possível a convivência fraternal da humanidade.
Diário:
Então, isso implica uma vida comunitária?
Mestre Samael:
A vida comunitária seria impossível se nós não dissolvêssemos o Ego. Necessitamos nos autoexplorar para nos autoconhecer. Só nos autoconhecendo a fundo, profundamente e em todos os territórios da mente, poderíamos eliminar nossos defeitos psicológicos. Estes, em si mesmos, constituem o Ego. Enquanto continuarmos com nossos defeitos psicológicos, isto é, enquanto continuar o Eu Experimental da Psicologia existindo dentro de nós, a convivência pacífica será algo mais que impossível.
Diário: Senhor, o Movimento Gnóstico toma como teoria própria aquela de “uma humanidade sem fronteiras”?
Mestre Samael: “Toda teoria é cinza, e só é verde a árvore de dourados frutos, que é a vida”. Assim disse Goethe, o grande filósofo e dramaturgo. Obviamente, podemos traçar lindos planos a respeito de um mundo sem fronteiras, de um éden terreno, mas se continuarmos como estamos, se não eliminarmos, precisamente, da nossa natureza, os fatores psicológicos que produzem guerras no mundo, os fatores psicológicos que produzem discórdia, os fatores psicológicos que produzem ódio, etc., o mundo irá de mal a pior.
Diário: Muito obrigado Senhor.
Mestre Samael:
De nada.
Diário: Ouça, tenho uma dúvida pessoal: O Movimento Gnóstico crê na vida do Além?
Diário:
O Movimento Gnóstico conceitua que a existência é toda integral, única. O Movimento Gnóstico pensa que não há tal “além”, que tudo está dentro de nós mesmos, aqui e agora. Se chegarmos a conhecer a nós mesmos, isto é, a conhecer nossos próprios mundos interiores, nossa própria vida interior psicológica, conheceremos a vida interior psicológica de todo o planeta Terra e de todo o Universo em geral.
Diário: Então, o que opina o Movimento Gnóstico sobre a Alma?
Mestre Samael:
O Movimento Gnóstico jamais negou os princípios anímicos, étnicos ou espirituais das pessoas, só afirma de forma enfática que tudo está dentro de nós mesmos, que devemos nos autoexplorar para nos autoconhecer.
O dia em que dissolvermos o Ego conheceremos o Universo e os Deuses. O dia em que dissolvermos o Ego animal, falando no sentido mais completo da palavra, viremos a experimentar, por nós mesmos e de forma direta, isso que se chama Alma, isso que é o Ser. Mestre, uma pergunta: Depois destas duas últimas explorações da ciência norte-americana em Marte, no mundo não científico houve uma espécie de constrangimento quanto à pluralidade dos mundos habitados com relação ao nosso Sistema Solar. O que poderia nos dizer?
Mestre Samael:
Se habitantes de outros mundos lançassem uma sonda para explorar nosso mundo Terra e esta caísse no centro do Deserto do Saara, eles poderiam (se fossem assim tão torpes como nós) afirmar, de forma enfática, que no planeta Terra não existe vida, nem possibilidade de vida? Traçando uma paralela, poderemos dizer que isto aconteceu com as naves enviadas a Marte pelos norte-americanos, simplesmente caíram em lugares desérticos, no deserto, e aí, pois, não há vida orgânica.
Diário: Uma pergunta fora disto, mas..., o senhor considera que a Arte e a Ciência, neste momento, estão bastante desintegradas, digamos que estão em pólos muito opostos com relação, por exemplo, às culturas passadas nas quais, sim, ocorria essa integração. Por exemplo: Citando o Calendário Asteca, que à parte de ser artístico, ou seja, considero que há uma obra de integração ali (científico-artístico), ou não sei?
Mestre Samael:
Entendo o sentido dessa pergunta. A Ciência, certamente nós...
Diário: E a consequência imediata disso?
Mestre Samael:
Sim, certamente a Ciência, a Arte, a Filosofia e a Religião nestes tempos se encontram divorciadas e isso é lamentável... Nos tempos antigos a Arte era profundamente religiosa, extraordinariamente científica e filosófica. Hoje, esses quatro aspectos da psique humana estão separados uns dos outros, e como sequência ou corolário produziram certa involução. Eu diferencio, precisamente, entre a Arte Subjetiva e a Arte Objetiva. A Arte Objetiva reúne as características de: Ciência, Filosofia, Religião. A Arte Subjetiva está separada dos aspectos filosóficos, místicos e artísticos.